Inadimplência é o dinheiro que deveria ter entrado e não entrou — e é traiçoeira porque cresce em silêncio: um boleto atrasado aqui, uma mensalidade “semana que vem eu pago” ali, e de repente o caixa do mês não fecha. O Indicador de Inadimplência, na aba Visão Geral dos Relatórios, transforma isso em um número que você bate o olho e entende.
Como é calculado
O Coconut olha pra sua carteira de recebíveis do período e mede que fatia dela está vencida e não paga. Uma taxa de 10% significa que, de cada R$ 100 que você tem a receber, R$ 10 estão atrasados.
As faixas
O medidor muda de cor conforme a gravidade:
- Até 5% — Saudável. Atrasos pontuais, dentro do normal de qualquer carteira. Siga monitorando.
- De 5% a 15% — Atenção. O atraso deixou de ser exceção. Hora de agir nos casos específicos antes que virem hábito.
- Acima de 15% — Crítico. Uma fatia relevante da sua receita está travada. Isso já distorce seu fluxo de caixa e pede ação estruturada, não caso a caso.
O que fazer quando o indicador sobe
- Identifique os lançamentos vencidos. Na tela de Lançamentos, o card Receitas Vencidas e o filtro de status “vencido” mostram exatamente quem deve e quanto.
- Cubra o básico antes de cobrar: o lançamento está mesmo em aberto ou o pagamento entrou e faltou dar baixa? Inadimplência “fantasma” por falta de baixa é comum — e constrange na hora de cobrar quem já pagou.
- Automatize a cobrança. Se você usa a integração com o Asaas, configure os avisos de cobrança: lembrete antes do vencimento e cobranças recorrentes depois dele, por e-mail e WhatsApp, sem você precisar mandar mensagem constrangida nenhuma.
- Ataque a causa, não só o sintoma. Inadimplência recorrente costuma indicar forma de pagamento errada pro perfil do cliente (boleto manual em vez de recorrência no cartão) ou data de vencimento descasada do caixa dele. Mudar o combinado resolve mais que insistir na cobrança.